segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Posturas correctas ao trabalhar no computador







Conforto para os olhos




Quanto menores o brilho e os reflexos na tela do monitor, maior o conforto para os olhos. Se o ajuste nos controles manuais ou o reposicionamento do monitor não corrigir esses efeitos, coloque um toldo de papelão sobre ele. Ou, então, compre uma protecção antiofuscante, também conhecida por protector de tela.




No monitor




A posição do monitor é importante para evitar problemas de coluna e de fadiga ocular. Ele deve estar numa distância de aproximadamente 70 centímetros da face do usuário, ao nível dos olhos ou um pouco abaixo deles. Se o gabinete da máquina não permitir esta disposição, coloque alguns livros sob o monitor.




Conforto para o corpo




Quando esta de pé, seu peso é distribuído pela coluna lombar, favorecendo o equilíbrio do corpo. Permanecendo horas sentado, sua coluna recebe uma dose de esforço extra. Nesse caso, procure manter a curva natural das costas (em formato de S). Uma boa dica: coloque um travesseiro na parte inferior da coluna para ajustar a curva lombar.



Atenção com a cabeça e o pescoço




As dores de coluna estão, muitas vezes, relacionadas com o mau posicionamento da cabeça e do pescoço. Para reduzir as chances de lesões na cabeça e no pescoço, evite torcê-los ou sacudi-los de forma repetitiva. Utilize, também, um suporte de papéis para eliminar movimentos laterais com a cabeça.




Esmere-se na cadeira




Periodize a compra de uma cadeira confortável, óptimo acessório para minimizar o stresse do corpo. Ela deve ter um encosto ajustável (para frente e para trás), que permita uma reclinação de até 30 graus. Prefira encostos altos, pois garantem maior apoio para as costas, diminuindo a tensão localizada. Verifique se a cadeira oferece suporte para a região lombar, descanso de braço com almofadas e uma base com cinco pernas para reduzir o risco de quedas.







No Chão




Pés cruzados ou apoiados na ponta dos dedos favorecem dores na parte inferior da coluna. Apoie a planta dos pés no chão, permitindo que eles fiquem rectos. Se a cadeira for muito alta, coloque livros ou outro tipo de apoio sob os pés. Lembre-se ainda de manter os joelhos flexionados num ângulo de 90 graus.




Ambiente Agradável




Ao trabalhar, evite o excesso de luz ambiente externa e o brilho nas paredes próximas ao computador e elimine os reflexos na tela do monitor.




Teclados Ergonómicos




Não se empolgue com a bela aparência desses periféricos. Prefira os modelos com suporte de pulso, que deve ser grosso e almofadado e estar no mesmo nível físico do teclado - nunca abaixo.




Luz




A iluminação precisa ser controlada para não se sobrepor à tela ou produzir reflexos indesejados. Dê preferência aos lustres com ajuste manual. Confira se a luminosidade está adequada: olhe para a tela do micro - não pode haver pontos de luz notáveis atrás ou ao redor dela.




Pernas Livres




Uma mesa de trabalho inadequada pode causar dores na nuca, nas costas e na cabeça. Considere a utilização de um móvel que permita bom espaço para movimentação das pernas e ofereça altura suficiente para posicionar o teclado de forma correcta - aproximadamente 70 centímetros do chão.































O Poder do Rato




Quando você utiliza o rato, movimenta os músculos mais fortes do ombro e dos braços. Por isso, tenha cautela ao manusear o periférico. Não use força para clicar ou mover o rato; mantenha o pulso numa posição neutra; altere a postura das mãos durante o trabalho

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cartaz da "movimentação manual de cargas"...



“movimentação manual de cargas”

pode ser definida como sendo: qualquer operação de transporte ou sustentação de uma carga que, devido às suas características ou a condições ergonómicas desfavoráveis, comporte riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores.












A movimentação manual de cargas está intrinsecamente associada a todos os sectores de actividade (desde as PME às grandes empresas) no entanto, há alguns onde assume um papel de destaque, como por exemplo: armazenamento, metalomecânica, indústria têxtil, construção civil, etc.

A movimentação manual de cargas pressupõe a utilização do corpo do trabalhador como próprio “instrumento” de trabalho.

A movimentação manual de cargas é uma actividade susceptível de envolver vários riscos não só adjacentes ao trabalho físico desenvolvido pelo trabalhador para movimentar as cargas, mas também relacionados com a própria composição dessas mesmas cargas – muitas vezes constituídas por diversificados materiais, nem sempre completamente inócuos.






Em termos biomecânicos, no processo de movimentação de cargas, o peso dos segmentos corporais juntamente com a carga transportada correspondem à resistência e a força muscular exercida para realizar o trabalho corresponde à força de potência.
Os trabalhos de transporte manual impõem a existência de uma carga estática a diversos músculos das goteiras verticais.

Desta forma, os vasos sanguíneos são comprimidos em consequência da contracção dos músculos pelo, o fluxo sanguíneo fica reduzido, com a correspondente falta de oxigénio para a combustão do açúcar muscular.

Acontece, também, que na contracção muscular repetida ou duradoura a evacuação de produtos ácidos do metabolismo, faz-se devido à compressão quase permanente dos vasos, com alguma dificuldade. Esta dificuldade traduz-se posteriormente no aparecimento da sensação de fadiga. Esta, por sua vez, pode desencadear uma redução nos reflexos dos trabalhadores, o que pode estar na origem de alguns acidentes ou incidentes.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Proteção Colectiva


Equipamentos de Protecção Coletiva ou EPCs


são dispositivos utilizados à protecção de trabalhadores durante realização de suas actividades. O EPC serve para neutralizar a acção dos agentes ambientais, evitando acidentes, protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores, uma vez que o ambiente de trabalho não deve oferecer riscos à saúde ou à a segurança do trabalhador.

Exemplos de equipamentos de protecção colectiva:
Fitas de demarcação reflexivas - Utilizadas para delimitação e isolamento de áreas de trabalho.
Cones de sinalização – Têm Finalidade de sinalização de áreas de trabalho e obras em vias públicas ou rodovias e orientação de trânsito de veículos e de pedestres e podem ser utilizados em conjunto com fita zebrada, sinalizador STROBO ou bandeirolas.
Conjuntos para aterramento temporário – Têm a finalidade de garantir que eventuais circulações de corrente eléctrica fluam para a terra, minimizando os riscos aos trabalhadores.
Detectores de tensão para baixa tensão e alta tesão – Têm a finalidade de comprovar a ausência de tensão eléctrica na área a ser trabalhada.
Coberturas isolantes – Têm a finalidade de isolar partes energizadas de redes eléctricas de distribuição durante a execução de tarefas.
Equipamentos de Proteção Individual

Equipamentos de Protecção Individual ou EPIs são quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade. Um equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos. O uso deste tipo de equipamentos só deverá ser contemplado quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a actividade.




Os EPIs podem dividir-se em termos da zona corporal a proteger:
Proteção da cabeça:
Capacete
Protecção auditiva:
Abafadores de ruído (ou protetores auriculares) e tampões;
Proteção respiratória:
Máscaras; aparelhos filtrantes próprios contra cada tipo de contaminante do ar: gases, aerossóis por exemplo.
Proteção ocular e facial:
Óculos, viseiras e máscaras Proteção de mãos e braços Luvas, feitas em diversos materiais e tamanhos conforme os riscos contra os quais se quer proteger: mecânicos, químicos, biológicos, térmicos ou elétricos.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A iluminação no local de trabalho

Temos que trabalhar num ambiente em que o índice de iluminação seja adequado, para execução das nossas atividades, evitando assim a fadiga visual.
A falta ou excesso de iluminação pode mudar o nosso comportamento, afetará nossa visão, nos proporcionando a ocorrência de acidentes, ansiedade e doenças.
Embora a finalidade de uma iluminação possa ser diversa, existem bases gerais em que uma boa iluminação deve assentar como: iluminação suficiente, sombras adequadas, uniformidade, ausência de encandeamento e cor adequada. O sucesso de uma instalação eléctrica depende da sua conveniente combinação.

A quantidade de luz necessária para qualquer espaço em particular depende, primeiramente, da atividade a ser desenvolvida . Os iluminamentos recomendados dependem das características das tarefas visuais e das exigências de execução, sendo mais elevados para aquelas tarefas que envolvem muitos detalhes, precisão e baixos contrastes. Utilizam-se valores mais baixos para tarefas intermitentes. No caso da medição da quantidade de iluminação é importante que se considere a quantidade de luz no ponto e no plano onde a tarefa for executada, seja horizontal, vertical ou em qualquer outro ângulo.
Conforme IIda existem basicamente três tipos de sistemas de iluminação:



• Iluminação geral: Se obtêm pela colocação regular de luminárias em toda a área, garantindo-se, assim, um nível uniforme de iluminamento sobre o plano horizontal
• Iluminação localizada: concentra maior intensidade de iluminamento sobre a tarefa, em quanto o ambiente gral recebe menos luz.
• Iluminação combinada: A iluminação geral é complementada com focos de luz localizadas sobre a tarefa, com intensidade de 3 a 10 vezes superior ao do ambiente geral.


Quanto ao posicionamento das luminárias devem ser posicionadas de modo a evitar a incidência da luz direta ou refletida sobre os olhos, para não provocar ofuscamentos. De preferência, devem se situar acima de 30o em relação à linha de visão. A figura mostra o posicionamento das luminárias com respeito a visão do trabalhador.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O que é o ruído?





Fisicamente não existe qualquer diferença entre o som e o ruído. O som é uma percepção sensorial e o ruído é visto como sendo um som indesejado.
O ruído está normalmente presente em todas as actividades humanas. Quando se avalia o impacto do ruído que ocorre durante o trabalho no bem-estar e saúde dos trabalhadores, o ruído é normalmente designado por ruído laboral ou ruído ocupacional.
O som pode ser explicado por variações em maior o menor grau da pressão do ar, que provocam uma reposta sensitiva no sistema auditivo. Tal como o efeito dominó uma onda em movimento é colocada em movimento a partir do movimento de um elemento físico (fonte sonora). Este movimento gradualmente espalha-se às partículas de ar adjacentes, cada vez mais longe da fonte sonora.
Dependendo do meio de propagação, o som pode-se propagar a velocidades diferentes. No ar, o som propaga-se a uma velocidade aproximada de 340 m/s. Em líquidos e sólidos a velocidade de propagação é maior (1500m/s na água e 5000 m/s no aço por exemplo).
Uma variação de pressão sonora de 20 µPa corresponde ao valor médio do limiar de audição humana. Por outro lado uma variação de 100Pa é suficientemente grande para causar dor. É por isso chamado de limiar da dor. O rácio entre estes dois valores, representativos das extremidades da gama auditiva média do ser humano, é superior a 1 milhão para um.
Com este rácio que resulta da comparação entre o limiar de audição e o limiar da dor, a medição da pressão sonora resulta na manipulação de números demasiado diferentes e grandes. Por outro lado o ouvido humano responde de forma logarítmica e não de forma linear aos estímulos. Quer isto dizer que um estímulo sonoro com o dobro da pressão sonora que outro, não produz o dobro do efeito no ouvido humano.
Desse modo é mais prático expressar os parâmetros acústicos como sendo um rácio logarítmico entre um valor de pressão sonora medida e um valor de pressão sonora de referência (limiar da audição). Este rácio logarítimico é denominado por decibel ou dB. A vantagem da utilização da escala em dB pode ser verificada na imagem em baixo. Aí uma escala linear com uma grande distância entre os seus valores extremos [20 mPA a 100.000.000 mPa] transforma-se numa escala de valores tratáveis e facilmente relacionáveis entre si.
O cuidado a ter na utilização desta escala é não cair no engano que uma pequena diferença de dB significa também uma pequena diferença de energia sonora efectiva, ou ruído. Uma diferença de apenas 3dB significa o dobro ou metade da energia sonora.









Tenho um problema de ruído no meu local de trabalho?

Isso dependerá de quão elevado é o nível de ruído e do tempo de exposição ao mesmo. A título exemplificativo aqui ficam algumas situações que poderão significar a necessidade de uma intervenção no seu local de trabalho, no que diz respeito ao ruído:

• Está sujeito a um ruído intrusivo, como uma rua movimentada ou um aspirador, durante a maior parte do dia?
• Tem que “levantar” a voz para conseguir manter uma conversa normal com outra pessoa, quando se encontram a aproximadamente 2 metros de distância, durante parte do dia?
• Trabalha numa indústria ruidosa tal como: construção, demolição ou reparação de vias; serração; processamento de plástico; manufactura têxtil; produção de papel ou cartão; fundição; entre outras?
• Está exposto a ruídos resultantes de impactos (martelar, forjar, ferramentas pneumáticas) ou explosivos (detonadores, armas de fogo, etc)?


Porque deverá a entidade empregadora gastar recursos financeiros na redução do ruído, especialmente tendo em conta que se tratam apenas de alguns decibéis?

O Decreto-Lei n.º 182/2006 de 6 de Setembro que transpõe para o direito nacional a Directiva n.º 2003/10/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Fevereiro impõe a redução da exposição ao ruído excessivo. A redução dos níveis de ruído na fonte é a melhor forma de proteger quer a audição dos trabalhadores quer as empresas. A existência de ruído causa stress, põe em causa a segurança no local de trabalho, interfere na comunicação e distrai os colaboradores, tornando os avisos sonoros mais difíceis de ouvir.
Devido ao facto de o ruído ser medido em escala logarítmica, uma redução no nível de ruído de 3 dB, que parece ser pequena, é na realidade o equivalente a uma redução para metade da intensidade sonora do ruído.
Isto significa que um determinado colaborador pode trabalhar o dobro do tempo a um nível de ruído reduzido e ter a mesma exposição diária que anteriormente.



Efeitos do ruído na saúde

A exposição frequente e prolongada a ruídos intensos provoca alteração na audição, podendo no limite provocar a surdez. No entanto existem outras consequências desta exposição, cujos efeitos ocorrem a médio, longo prazo, nomeadamente perturbações psicológicas ou fisiológicas associadas a reacções de stress e cansaço. O ruído provoca perturbações do sono, na capacidade de concentração e de memorização, irritabilidade, mau humor, perturbações do aparelho digestivo, hipertensão arterial e também interfere com a comunicação, com a produtividade e qualidade da produção, entre outros.

O ruído é uma questão de saúde pública. O controlo e diminuição do ruído requerem o empenho e a colaboração de todos.

Pequenos gestos que fazem a diferença:

> Evite buzinar! Faça-o apenas em caso de manifesta necessidade

> No automóvel coloque o som do rádio de forma a não aumentar o seu cansaço auditivo e a melhorar o ruído ambiente.

> Limite a utilização de electrodomésticos e outros equipamentos ruidosos durante a noite e madrugada e no início da manhã nos fins-de-semana

> Utilize a aparelhagem em tom baixo ou moderado, contribuindo também para a sua saúde auditiva