“movimentação manual de cargas”

A movimentação manual de cargas está intrinsecamente associada a todos os sectores de actividade (desde as PME às grandes empresas) no entanto, há alguns onde assume um papel de destaque, como por exemplo: armazenamento, metalomecânica, indústria têxtil, construção civil, etc.
A movimentação manual de cargas pressupõe a utilização do corpo do trabalhador como próprio “instrumento” de trabalho.
A movimentação manual de cargas é uma actividade susceptível de envolver vários riscos não só adjacentes ao trabalho físico desenvolvido pelo trabalhador para movimentar as cargas, mas também relacionados com a própria composição dessas mesmas cargas – muitas vezes constituídas por diversificados materiais, nem sempre completamente inócuos.

Em termos biomecânicos, no processo de movimentação de cargas, o peso dos segmentos corporais juntamente com a carga transportada correspondem à resistência e a força muscular exercida para realizar o trabalho corresponde à força de potência.
Os trabalhos de transporte manual impõem a existência de uma carga estática a diversos músculos das goteiras verticais.
Desta forma, os vasos sanguíneos são comprimidos em consequência da contracção dos músculos pelo, o fluxo sanguíneo fica reduzido, com a correspondente falta de oxigénio para a combustão do açúcar muscular.
Acontece, também, que na contracção muscular repetida ou duradoura a evacuação de produtos ácidos do metabolismo, faz-se devido à compressão quase permanente dos vasos, com alguma dificuldade. Esta dificuldade traduz-se posteriormente no aparecimento da sensação de fadiga. Esta, por sua vez, pode desencadear uma redução nos reflexos dos trabalhadores, o que pode estar na origem de alguns acidentes ou incidentes.
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