sábado, 5 de dezembro de 2009

A iluminação no local de trabalho

Temos que trabalhar num ambiente em que o índice de iluminação seja adequado, para execução das nossas atividades, evitando assim a fadiga visual.
A falta ou excesso de iluminação pode mudar o nosso comportamento, afetará nossa visão, nos proporcionando a ocorrência de acidentes, ansiedade e doenças.
Embora a finalidade de uma iluminação possa ser diversa, existem bases gerais em que uma boa iluminação deve assentar como: iluminação suficiente, sombras adequadas, uniformidade, ausência de encandeamento e cor adequada. O sucesso de uma instalação eléctrica depende da sua conveniente combinação.

A quantidade de luz necessária para qualquer espaço em particular depende, primeiramente, da atividade a ser desenvolvida . Os iluminamentos recomendados dependem das características das tarefas visuais e das exigências de execução, sendo mais elevados para aquelas tarefas que envolvem muitos detalhes, precisão e baixos contrastes. Utilizam-se valores mais baixos para tarefas intermitentes. No caso da medição da quantidade de iluminação é importante que se considere a quantidade de luz no ponto e no plano onde a tarefa for executada, seja horizontal, vertical ou em qualquer outro ângulo.
Conforme IIda existem basicamente três tipos de sistemas de iluminação:



• Iluminação geral: Se obtêm pela colocação regular de luminárias em toda a área, garantindo-se, assim, um nível uniforme de iluminamento sobre o plano horizontal
• Iluminação localizada: concentra maior intensidade de iluminamento sobre a tarefa, em quanto o ambiente gral recebe menos luz.
• Iluminação combinada: A iluminação geral é complementada com focos de luz localizadas sobre a tarefa, com intensidade de 3 a 10 vezes superior ao do ambiente geral.


Quanto ao posicionamento das luminárias devem ser posicionadas de modo a evitar a incidência da luz direta ou refletida sobre os olhos, para não provocar ofuscamentos. De preferência, devem se situar acima de 30o em relação à linha de visão. A figura mostra o posicionamento das luminárias com respeito a visão do trabalhador.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O que é o ruído?





Fisicamente não existe qualquer diferença entre o som e o ruído. O som é uma percepção sensorial e o ruído é visto como sendo um som indesejado.
O ruído está normalmente presente em todas as actividades humanas. Quando se avalia o impacto do ruído que ocorre durante o trabalho no bem-estar e saúde dos trabalhadores, o ruído é normalmente designado por ruído laboral ou ruído ocupacional.
O som pode ser explicado por variações em maior o menor grau da pressão do ar, que provocam uma reposta sensitiva no sistema auditivo. Tal como o efeito dominó uma onda em movimento é colocada em movimento a partir do movimento de um elemento físico (fonte sonora). Este movimento gradualmente espalha-se às partículas de ar adjacentes, cada vez mais longe da fonte sonora.
Dependendo do meio de propagação, o som pode-se propagar a velocidades diferentes. No ar, o som propaga-se a uma velocidade aproximada de 340 m/s. Em líquidos e sólidos a velocidade de propagação é maior (1500m/s na água e 5000 m/s no aço por exemplo).
Uma variação de pressão sonora de 20 µPa corresponde ao valor médio do limiar de audição humana. Por outro lado uma variação de 100Pa é suficientemente grande para causar dor. É por isso chamado de limiar da dor. O rácio entre estes dois valores, representativos das extremidades da gama auditiva média do ser humano, é superior a 1 milhão para um.
Com este rácio que resulta da comparação entre o limiar de audição e o limiar da dor, a medição da pressão sonora resulta na manipulação de números demasiado diferentes e grandes. Por outro lado o ouvido humano responde de forma logarítmica e não de forma linear aos estímulos. Quer isto dizer que um estímulo sonoro com o dobro da pressão sonora que outro, não produz o dobro do efeito no ouvido humano.
Desse modo é mais prático expressar os parâmetros acústicos como sendo um rácio logarítmico entre um valor de pressão sonora medida e um valor de pressão sonora de referência (limiar da audição). Este rácio logarítimico é denominado por decibel ou dB. A vantagem da utilização da escala em dB pode ser verificada na imagem em baixo. Aí uma escala linear com uma grande distância entre os seus valores extremos [20 mPA a 100.000.000 mPa] transforma-se numa escala de valores tratáveis e facilmente relacionáveis entre si.
O cuidado a ter na utilização desta escala é não cair no engano que uma pequena diferença de dB significa também uma pequena diferença de energia sonora efectiva, ou ruído. Uma diferença de apenas 3dB significa o dobro ou metade da energia sonora.









Tenho um problema de ruído no meu local de trabalho?

Isso dependerá de quão elevado é o nível de ruído e do tempo de exposição ao mesmo. A título exemplificativo aqui ficam algumas situações que poderão significar a necessidade de uma intervenção no seu local de trabalho, no que diz respeito ao ruído:

• Está sujeito a um ruído intrusivo, como uma rua movimentada ou um aspirador, durante a maior parte do dia?
• Tem que “levantar” a voz para conseguir manter uma conversa normal com outra pessoa, quando se encontram a aproximadamente 2 metros de distância, durante parte do dia?
• Trabalha numa indústria ruidosa tal como: construção, demolição ou reparação de vias; serração; processamento de plástico; manufactura têxtil; produção de papel ou cartão; fundição; entre outras?
• Está exposto a ruídos resultantes de impactos (martelar, forjar, ferramentas pneumáticas) ou explosivos (detonadores, armas de fogo, etc)?


Porque deverá a entidade empregadora gastar recursos financeiros na redução do ruído, especialmente tendo em conta que se tratam apenas de alguns decibéis?

O Decreto-Lei n.º 182/2006 de 6 de Setembro que transpõe para o direito nacional a Directiva n.º 2003/10/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Fevereiro impõe a redução da exposição ao ruído excessivo. A redução dos níveis de ruído na fonte é a melhor forma de proteger quer a audição dos trabalhadores quer as empresas. A existência de ruído causa stress, põe em causa a segurança no local de trabalho, interfere na comunicação e distrai os colaboradores, tornando os avisos sonoros mais difíceis de ouvir.
Devido ao facto de o ruído ser medido em escala logarítmica, uma redução no nível de ruído de 3 dB, que parece ser pequena, é na realidade o equivalente a uma redução para metade da intensidade sonora do ruído.
Isto significa que um determinado colaborador pode trabalhar o dobro do tempo a um nível de ruído reduzido e ter a mesma exposição diária que anteriormente.



Efeitos do ruído na saúde

A exposição frequente e prolongada a ruídos intensos provoca alteração na audição, podendo no limite provocar a surdez. No entanto existem outras consequências desta exposição, cujos efeitos ocorrem a médio, longo prazo, nomeadamente perturbações psicológicas ou fisiológicas associadas a reacções de stress e cansaço. O ruído provoca perturbações do sono, na capacidade de concentração e de memorização, irritabilidade, mau humor, perturbações do aparelho digestivo, hipertensão arterial e também interfere com a comunicação, com a produtividade e qualidade da produção, entre outros.

O ruído é uma questão de saúde pública. O controlo e diminuição do ruído requerem o empenho e a colaboração de todos.

Pequenos gestos que fazem a diferença:

> Evite buzinar! Faça-o apenas em caso de manifesta necessidade

> No automóvel coloque o som do rádio de forma a não aumentar o seu cansaço auditivo e a melhorar o ruído ambiente.

> Limite a utilização de electrodomésticos e outros equipamentos ruidosos durante a noite e madrugada e no início da manhã nos fins-de-semana

> Utilize a aparelhagem em tom baixo ou moderado, contribuindo também para a sua saúde auditiva

Ambiente Climático

Conforto Térmico…também no Local de Trabalho



O Homem precisa de condições capazes de lhe proporcionar o máximo de protecção e, ao mesmo tempo, satisfação no trabalho. A Associação de Cuidados de Saúde da Portugal Telecom, ajuda-o a identificar se o seu local de trabalho é sadio e agradável.
O Homem precisa de condições capazes de lhe proporcionar o máximo de protecção e, ao mesmo tempo, satisfação no trabalho. A Associação de Cuidados de Saúde da Portugal Telecom, ajuda-o a identificar se o seu local de trabalho é sadio e agradável.

Conforto térmico é a sensação que reflecte a satisfação com o ambiente térmico que envolve a pessoa e depende sobretudo de três factores. Temperatura, humidade e velocidade do ar.

Temperatura - Devido às diferenças inter individuais, não é possível criar um ambiente térmico que possa satisfazer todos os indivíduos. Há temperaturas que nos dão uma sensação de conforto, enquanto outras se tornam desagradáveis e até prejudiciais à saúde.

Uma temperatura demasiado elevada, comunica ao corpo mais calor do que ele pode eliminar. A temperatura superficial da pele aumenta (vasodilatação dos capilares, o individuo cora, sua) criando desconforto, irritabilidade, erros de atenção, uma redução do rendimento intelectual e um mal-estar generalizado. A frequência de erros e acidentes tende a aumentar pois o nível de vigilância diminui, principalmente a partir dos 30º C.

Uma temperatura demasiado baixa provoca um desperdício excessivo do calor corporal, do que resulta agitação geral, diminuição da sensibilidade táctil e da habilidade Manual, reacções lentas (redução da capacidade de pensar e julgar) e quebra de atenção. Nestes casos, os danos para a saúde apresentam uma relação directa entre o tempo de exposição e as condições de protecção corporal.

Humidade - Uma humidade demasiado forte impede a eliminação do calor do corpo através da evaporação na superfície da pele, do que resulta redução de tolerância às altas temperaturas. Uma humidade demasiado fraca provoca catarros, irritação das mucosas das vias respiratórias e dos olhos.

Velocidade do ar - Um movimento de ar demasiado forte origina um excessivo aquecimento ou arrefecimento do corpo e aumenta a perda de líquidos através da evaporação excessiva na superfície da pele. Um movimento do ar demasiado fraco impede a eliminação do calor do corpo através da evaporação na superfície da pele, do que resulta uma redução da tolerância às altas temperaturas.




Recomendações

. A temperatura ideal situa-se entre os 18ºC e 22ºC;
• A humidade relativa do ar deve oscilar entre 50% a 70% de humidade;
• A temperatura deve ser homogénea nos diversos postos de trabalho e a regulação desta deve atender à natureza do trabalho: trabalho ligeiro sentado exige temperaturas ambientais mais elevadas que trabalho pesado em pé;
• Os sistemas de ventilação/climatização devem estar regulados de forma a não expor os trabalhadores a grandes diferenças de temperatura, situações de calor/frio e correntes de ar e devem assegurar um caudal de circulação/renovação do ar, adequado aos locais de trabalho
• Sempre que possível e desde que esta situação não entre em conflito com o sistema de ventilação, é recomendável que se abram regularmente as janelas de modo a que seja feita a renovação do ar existente.

Os locais de trabalho devem oferecer boas condições de temperatura e humidade, proporcionando o bem-estar e defendendo a saúde dos trabalhadores.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Posturas Corporais de Pé, Sentadas e Mistas





Hoje em dia a medicina tem conseguido arranjar tratamentos para muitas doenças. Mesmo assim ao nível dos problemas de coluna os resultados não têm sido muito animadores.
Os problemas de colunas têm várias razões, como por exemplo, a sua complexidade, o seu desempenho em várias funções, o facto de ser mal tratada e mantida (algo que o exercício físico ajuda a resolver).
Os principais problemas de coluna situam-se nas regiões cervicais e lombares. As lordose são as curvaturas “mais recentes”, apresentam um maior afastamento entre os corpos vertebrais e permitem uma maior mobilidade, sendo, por isso, mais propensas a lesões.


Factores de Risco para as dores de costas




•1. Factores de risco individuais:

Sexo - Existe uma probabilidade cinco vezes maior das mulheres terem problemas de coluna do que os homens;
Incapacidade Muscular - A falta de exercício regular faz com que os músculos percam grande parte da sua capacidade e funcionalidades;
Postura incorrecta - Pouco cuidado ao nível da postura;
Sobre peso ou Obesidade - Os indivíduos com “peso a mais” estão mais propensos a quadros dolorosos;
Obesidade Central - Indivíduos com “barriga grande” têm maior probabilidade de apresentar sensações de dor;
Ansiedade/Depressão - As pessoas deprimidas adoptam frequentemente uma má postura;
Stress em demasia - Promove a contracção dos músculos que envolvem a coluna e contribui para o aumento e manutenção das dores;
Frio - Aumenta a possibilidade de contraturas musculares;
Malformação - Se a coluna apresenta um desequilíbrio, tanto lateral (escoliose), como Antero-posterior (hipercifose ou hiperlordose), há uma maior possibilidade de sentir dor;
Na mulher - Seios Grandes, a gravidez, e o uso prolongado de calçado com saltos altos, também provocam problemas e dores na coluna;



•2. Factores de Risco Profissionais


Jornada de trabalho longa - Quanto maior longo for o dia de trabalho, maior a probabilidade de se contrair de se contrair problemas na coluna;
Postura incorrecta - É também um dos factores mais frequentes devido ao facto de sermos pouco cuidadosos com a ergonomia do local de trabalho;
Excesso de Esforço - O levantamento e o transporte de cargas e posições inadequadas são motivos que podem levar a grandes incapacidades;
Falta de tempo para as estruturas recuperarem do esforço - Acontece no desporto de competição, devido às elevadas cargas de treino, ou em profissões que exigem muito esforço físico;
Inadequação dos equipamentos disponíveis - Equipamentos de trabalho, como secretárias, cadeiras, tábua de passar a ferro, bancada de louça, nem sempre adaptadas à nossa morfologia;
Adopção de posturas estáticas por tempo prolongado - Qualquer postura mantida por tempo excessivo, seja de pé, sentado, ou outra é prejudicial;
Movimentos ou tarefas repetitivas - Causam os designados micro-traumatismos de repetição, que estão na origem de inúmeras situações dolorosas;
Stress Emocional e exigência de produtividade - É comum que o stress provocado pelas elevadas exigências do emprego conduza a síndromas dolorosos;


Apenas 20% das dores de costas têm um diagnostico concreto, como por exemplo, hérnia discal, ostiófito ou bico de papagaio (Excrescência óssea de tecido esponjoso, desenvolvida à custa do periósteo na proximidade de uma articulação afectada por lesões inflamatórias ou, o que é mais frequente, por lesões degenerativas), desvio da coluna, ósteo-artrite, osteoporose ou malformações. Quanto aos restantes 80% são devido a inaptidão muscular, isto é, défice de força e resistência. Isto porque a maioria das pessoas não faz exercício físico regular (uma estatística de 2004, da comissão europeia, sugere que apenas cerca de 10% dos portugueses o fazem com a regularidade exigida para manter uma boa qualidade de vida.

Posição errada Posição correcta





Para uma boa postura no dia-a-dia




É muito comum ouvirmos alguém queixar-se de dor nas costas.
Esta dor atinge mesmo quase 80 por cento das pessoas.
Da nossa medula espinhal saem nervos e quando por algum motivo os nervos são comprimidos, aparece então a tal dor nas costas. Vários factores podem afectar as suas costas, desde posturas inadequadas, quedas, tensão muscular provocada por stress, entre outros. Para prevenir estes problemas é fundamental adoptar uma postura correcta sempre, e isso deve ter sido em conta especialmente entre as crianças e os adolescentes que passam muito tempo em frente ao computador e televisão.


Seguem-se algumas dicas que, se adoptadas diariamente, vão ajudar muito a evitar este problema agora e no futuro.

1. Como levantar-se da cama ou chão




Procure levantar-se lentamente, em vez de o fazer de um modo brusco com um impulso para a frente. Gire lateralmente até ficar deitado de lado, com o braço que está acima do corpo, apoie-se na cama ou no chão e transfira o peso para o braço, logo em seguida ajude com o braço de baixo e fique sentado na cama ou no chão, apoie-se nas pernas e fique em pé. Desta forma, evita sobrecarregar a coluna e transfere o peso do corpo para os braços e pernas.

2. Carregar mochilas ou sacos

As mochilas deve ser presas às costas e não penduradas num só ombro, e as compras devem ser divididas em ambas as mãos com pesos mais ou menos equivalentes. No que diz respeito a malas e outros objectos pesados, devem ser levados num carrinho, que deve ser empurrado e não puxado.






3. Para se vestir




É nesta hora que a coluna sofre. Procure não se equilibrar apenas numa perna para colocar as meias, sapatos e calças. A melhor posição para a sua coluna é a sentada e procure optar por roupas que tenham fechos na frente e assim evitar torções.







4. Posição na hora das refeições




Cuide desta posição para não agredir a sua coluna. A cadeira correcta tem encosto e assentos anatómicos, encaixe para as nádegas e a altura certa para que os pés toquem o chão. A altura da mesa deve ser levada em consideração sendo a correcta aquela em que os braços possam fazer um ângulo de 90 graus com os cotovelos. Outra dica importante é não comer com os cotovelos apoiados e abertos na mesa, pois isso propicia uma postura "corcunda" na sua coluna além de ser deselegante.



5. Ao caminhar



Caminhar com postura inadequada resulta em dores nas costas. Não andar de ombros encolhidos nem cabeça baixa. Ao caminhar olhe em direcção ao horizonte, com as costas o mais recto possível. Os passos devem respeitar o arco da planta do pé para que a força da caminhada se vá dissipando. O calcanhar deve ser o primeiro a tocar no chão e por último a planta do pé. Use sempre sapatos confortáveis e adequados ao tipo de terreno para onde irá caminhar.



6. Levantar objectos do chão





É realmente impressionante que, para apanhar um objecto do chão, a primeira coisa que muitas pessoas fazem é curvar as costas. Com este simples gesto, a coluna faz um esforço para não deixar que caia para a frente e assim, tem de sustentar todo o peso do objecto.
Nesta situação, a atitude correcta é baixar-se ficando de cócoras com as costas rectas e transferir a função de levantar o peso para a maior massa muscular do corpo que são as nossas pernas. Depois disto, apanhe o objecto e coloque-o o mais possível perto do seu corpo e levante-se progressivamente fazendo força nas pernas. No entanto, se o objecto pesar mais do que 20 por cento do seu peso, não o levante. Role-o, empurre-o ou divida o peso em pequenas partes.




7. Pegar em objectos que estão ao nosso lado

Os nossos discos que se encontram entre as vértebras e que funcionam como um sistema hidráulico para manter as vértebras separadas actuam para amortecer qualquer desequilíbrio ou pressão que permite que a nossa coluna se movimente para a frente, para trás e para os lados, mas não em girar. Quando se gira o corpo com os pés fixos no chão as fibras que protegem o disco são torcidas como quando se abre uma tampa com rosca, as fibras são estiradas além da sua resistência e podem romper e causar sérios danos na coluna. Assim, quando precisar de apanhar algum objecto que esteja ao seu lado ou mais para trás, o melhor é virar todo o corpo e ficar de frente para o objecto.



8. Dormir com a coluna preservada




A postura ideal para dormir é de lado com as pernas dobradas. Para isso é imprescindível um travesseiro de 10 a 15 centímetros de altura e resistente. Um colchão de acordo com o seu peso e altura é o mais adequado, pois vai sofrer apenas as deformações necessárias para manter a sua coluna em dia.




9. Ler ou ver televisão




É realmente muito bom ler ou ver um filme no conforto da cama. A tendência na posição sentada na cama é de começar a escorregar e corpo e adoptar uma posição extremamente prejudicial à sua coluna. Para evitar que isso aconteça, adopta o hábito de procurar apoiar toda a sua coluna em algo firme e mantenha a cabeça neutra. Para isso, observe sempre que deve haver uma distância entre o seu queixo e o seu peito.



Cuide da sua coluna, pois uma vida saudável também depende de uma boa postura.

No trabalho em pé, o espaço mínimo para os pés deve ser 15 cm em profundidade e altura. O espaço livre recomendado por detrás do trabalhador é 90 cm se não manipular objectos grandes.




quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Posições corporais incorrectas


A manutenção de uma postura corporal correcta no local de trabalho influencia directamente a
Produtividade laboral e assume um importante papel na prevenção de futuros problemas de coluna.
Manter uma curvatura neutra da coluna promove uma boa postura. Mas o que quererá isto quer dizer? A
Coluna do ser humano apresenta uma forma em “S” se vista de lado.

Manter este alinhamento é indispensável.
Siga estes quatro conselhos que farão toda a diferença:
1. Manter a cabeça directamente acima dos ombros;
2. Manter os ombros directamente acima da bacia;
3. Contrair ligeiramente a musculatura abdominal;
4. Manter os pés ligeiramente afastados, com um dos pés posicionados ligeiramente à frente do
Outro e joelhos ligeiramente flectidos.
Se esta posição é nova e estranha para si, não se preocupe. Passado algum tempo ela tornar-se-á natural
e cómoda.
O calçado é sempre um factor relevante se a posição de pé é a mais constante ao longo de todo o dia de trabalho.
Neste caso, é aconselhável que utilize uns sapatos com uma boa capacidade de suporte e de amortecimento.
Se ainda subsistir algum desconforto ou dor, propomos-lhe três alongamentos para lhe devolver o bem-estar
Essencial ao seu equilíbrio no local de trabalho.